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Técnicos das Chamadas de Ater iniciam CAR em propriedades de 1.800 famílias do Sertão do Araripe

Os técnicos das Ongs Caatinga e Chapada que estão executando as Chamadas de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) dos Projetos Cada Quintal Uma Escola (Chamada de agroecologia) e Sertão Leiteiro iniciaram neste mês de janeiro a execução do Cadastro Ambiental Rural (CAR) nas propriedades de 1.800 famílias agricultoras do Araripe pernambucano. O cadastro é uma das metas dos projetos e faz parte da dinâmica de assistência técnica das equipes.

Os técnicos das Ongs Caatinga e Chapada que estão executando as Chamadas de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) dos Projetos Cada Quintal Uma Escola (Chamada de agroecologia) e Sertão Leiteiro iniciaram neste mês de janeiro a execução do Cadastro Ambiental Rural (CAR) nas propriedades de 1.800 famílias agricultoras do Araripe pernambucano. O cadastro é uma das metas dos projetos e faz parte da dinâmica de assistência técnica das equipes.

A regularização ambiental das propriedades é uma exigência do Governo Federal, segundo a lei 12.651/2012. O registro eletrônico é obrigatório para todos os imóveis rurais, e tem a finalidade de integrar informações ambientais e deve ser feita até maio deste ano.

Neste sentido, agricultores e agricultoras dos municípios de Ouricuri, Bodocó, Moreilândia, Ipubi, Araripina, Trindade, Santa Cruz, Santa Filomena, Exu, Granito e Parnamirim que já recebem o acompanhamento sistemático dos técnicos e técnicas terão acesso ao CAR de forma gratuita.

Em Granito, o agricultor Gessi Gonçalves da comunidade Malhada Bonita recebeu a visita de técnicos, que fizeram o registro dos 83 hectares de terra da família. Com a ação, Seu Gessi e as outras famílias cadastradas nas Chamadas vão economizar dinheiro e ficar em dias com a lei, podendo continuar a usufruir crédito rural.

“O CAR foi criado para que as pessoas cuidem melhor de suas propriedades no que diz respeito à questão ambiental. Como o código de trânsito prima pela preservação da vida das pessoas, o código florestal brasileiro e o CAR servem para que as pessoas preservem, pelo menos, 20% dos biomas, e cuidem das vidas dos solos, das águas, das florestas e de suas próprias vidas”, esclarece o coordenador de projetos do Caatinga, Paulo Pedro de Carvalho.

Quem não fizer o CAR no prazo, além de não poder acessar o crédito agrícola, será autuado por infrações cometidas em vegetação e Áreas de Proteção Permanente antes de 22 de julho de 2008 e por não estar inscrito na Cota de Reserva Ambiental (CRA) em função de não estar no CAR.