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Reordenamento na educação de Gravatá

Blog da Folha 

Após denúncias sobre fechamento de escolas nos sítios da Zona Rural de Gravatá, no Agreste, a Prefeitura do município se pronunciou sobre o assunto nesta quinta-feira (7). De acordo com a instituição, o reordenamento proposto pela Secretaria Municipal de Educação visa “dar qualidade à educação”, conforme a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Básica. O órgão informou que nos locais onde não há colégios próximos serão mantidas tais salas de aula.

“Apesar da urgência nas ações, pelo fato de Gravatá estar passando por um processo de Intervenção, foram tomados os cuidados necessários para avaliar em quais situações, neste momento, o reordenamento irá ser realizado”, afirma trecho da nota da Prefeitura.

Atualmente, a rede municipal de ensino possui 62 escolas, 17 na Zona Urbana e 45 na Rural. 40 escolas rurais funcionam em sistema de turmas multisseriadas, com estudantes do 1º ao 5º ano em uma mesma sala de aula e com uma professora para atendê-los. O Decreto Presidencial 7352 de 2010 em seu artigo 7°, Inciso I, afirma a necessidade das turmas multisseriadas quando o direito à educação assim o exigir.

De acordo com a integrante do Conselho Municipal de Educação, Sunamita Albuquerque, foi protocolado um dossiê no Ministério Público de Pernambuco a respeito do fechamento das unidades de ensino. Segundo a pedagoga, a atitude da Secretaria fere o direito das crianças daquela região.

“Eles estão atropelando a questão sociocultural. Devem ser respeitadas as necessidades da criança do campo”, declarou a conselheira. “Os pais simplesmente chegaram e as escolas e estavam fechadas. A Prefeitura quer transferir as crianças para os distritos rurais e pretendem acabar com as escolas de dentro dos sítios, que foram uma vitória para a população”, afirmou Sunamita.

Dados do Ministério da Educação apontam que 20% dos estudantes dos Anos Iniciais em Gravatá alcançam o conhecimento adequado ao termino do 5º ano em Língua Portuguesa e 16% em Matemática, conforme dados da Prova Brasil (2013). A Prefeitura afirmou que há elevados indicadores de distorção entre idade e série, reprovação e evasão escolar.