Publicidade

Familiares dos pilotos contestam laudo do Cenipa


Familiares dos pilotos da aeronave que caiu no litoral de Santos (SP) e matou o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, contestaram nesta quarta-feira (20) o laudo do Cenipa (órgão do Ministério da Aeronáutica) com as conclusões do sobre o acidente. De acordo com o relatório, três fatores contribuíram para a queda da aeronave: condições metereológicas adversas, cansaço dos pilotos e falta de habilidade técnica deles para operar aquele tipo de avião (Cessna).

Segundo o advogado Josmeyr Oliveira, que representa as famílias dos pilotos Marcos Martins e Geraldo Magela, o Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) desprezou a hipótese de falha técnica, que teria sido a verdadeira causa da queda da aeronave. O laudo do Cenipa foi considerado pelo advogado dos familiares dos pilotos como “reducionista, negligente e incompleto”.

Por sua vez, o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, que coordenava a campanha de Eduardo Campos à Presidência da República, divulgou nota nesta quarta-feira (20) dizendo que o partido “expressa sua concordância com as ponderações feitas pela família de Eduardo Campos a respeito das conclusões do trabalho”.

“O PSB entende que o Cenipa deveria ter considerado outros acidentes e incidentes envolvendo aeronaves da mesma família, Citation, de fabricação norte-americana, e realizado durante a investigação um teste de simulador de voo”, diz a nota do presidente. Na véspera, o advogado Antônio Campos, irmão do ex-governador, disse que o Cenipa desprezou a hipótese de falha técnica no desenho do avião, que teve duas unidades do mesmo fabricante acidentadas nos últimos três anos.