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Apesar de gafes, Dilma quer manter ministro da Saúde



Da Folha de S.Paulo – Marina Dias, Flávia Foreque e Natália Cancian

Apesar do desconforto com as declarações polêmicas do ministro da Saúde, Marcelo Castro, em meio a uma das piores crises já enfrentadas no setor, o Palácio do Planalto não pretende tirá-lo do cargo a curto prazo.

A orientação, agora, é que ele reformule as frases recentes –como a de que o Brasil perde "feio" a batalha contra o Aedes aegypti – e reforce o discurso de que todos devem se unir para eliminar o mosquito, que transmite dengue, zika e chikungunya.

Enquanto isso, o Ministério da Saúde também pretende reforçar o combate ao vetor em 115 cidades consideradas mais vulneráveis a novas epidemias, por meio de visitas de agentes de saúde e do Exército às residências.

O alívio temporário ao ministro tem motivação política: apesar da falta de experiência técnica, Castro é considerado um bom articulador no Congresso a favor da presidente Dilma Rousseff.

A ideia inicial é mantê-lo no comando da pasta ao menos até o fim de fevereiro, quando será eleito o novo líder do PMDB na Câmara. Mas há, entre os auxiliares da presidente, quem diga que uma substituição na pasta só ocorrerá se algum erro grave for cometido.